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Domingo, Dezembro 31, 2006

[imagem do ano]
A NATUREZA DEIXOU UM RECADO


ip0095 - Photobucket - Video and Image Hosting
Imagem do álbum Retrospectiva UOL



Das mais belas imagens produzidas em 2006, esta dos gêmeos Kaydon (esq.) e Laydon Richardson --de cores diferentes, mas nascidos do mesmo parto-- encerra uma mensagem definitiva.

A natureza parece nos repreender com uma bela lição. Ter a humildade no coração para aceitar o desígnio que somos todos iguais é o único caminho da grandeza e da construção da Paz.


Agradeço aos amigos pelas belas mensagens natalinas e votos de Ano Novo que me enviaram. Retribuo a todas com sentimento sincero e desejo que tenham um grande ano de alegrias, vitórias e transformações. Até 2007.

Por Ery Roberto Corrêa | 9:34 PM - Link deste post


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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

[crônica da retrospectiva]
RÉVEILLON NO AEROPORTO


ip0094 - Photobucket - Video and Image Hosting


Ano Velho do Brasil se preparou para ir embora. Fez as malas, apagou as evidências e com lágrimas nos olhos, antes de descer o elevador, deu a última olhada pela janela. Havia em seu semblante certo ar de cansaço e marcas profundas de decadência. A caminho do aeroporto, um taxista mudo ouvia suas lamúrias.

O check-in demorou e quando aconteceu durou uma São Silvestre. Pelo menos aquela pesada e insólita bagagem, que só continha promessas descumpridas e restos de esperanças, já havia sido despachada para o passado.

Com a lívida claridade funérea da aparência e os típicos ofegantes suspiros da condição moribunda, ele alimentava o latente desejo de, nem que fosse à distância, acenar ao Ano Novo Para Todos que desembarcaria bem à sua frente, do vôo prefixo 2007 d.C., da companhia Futuro, programado para chegar exatamente à zero hora do verão de Brasília.

Sentou-se e esperou.

Abriu a derradeira edição do jornal. Lágrimas lhe rolaram diante da perplexidade do reconhecimento de tantos fatos estampados por páginas inteiras acompanhados da crítica retrospectiva. Nos sucessivos instantes sentiu pontadas no peito. Lançou o olhar ao horizonte já iluminado e assistia reflexivo o espocar dos fogos preliminares.

Sentiu-se oprimido por um pensamento que lhe remetia à condição de culpa. Aquele banco era como se fosse o de um réu prestes a receber irrecorrível sentença condenatória para o resto dos séculos. O barulho lá de fora, decibéis efusivos, tirou-lhe definitivamente a já combalida condição auditiva para ouvir o anúncio de mais um atraso na aviação comercial brasileira. Desta feita controladores, em regime comemorativo, resolveram parar para celebrar a chegada do Ano Novo.

Olhou para a torre de controle, conferiu seu relógio e desolou-se ainda mais. Estava convencido que aquele seria o pior vôo da história. Além de tudo, da sua presença ignorada, da falta de quem despedir-se, da sensação intensa de esquecimento e segundo plano, carregava vergonha e certeza de nenhum perdão.

Instintivamente tinha virado as páginas do jornal. Parado no resumo político sentiu-se desmoralizado com o tom vermelho das avassaladoras manchetes que lhe corroíam as lembranças sobre um background cinza-pálido, visto sob a forma de sucessivas estrelas, cada uma completada por duas consoantes conhecidas que se repetiam ameaçadoras. Parecia a morte.

Na sala ao lado, separada por longa parede de vidro, passageiros de outro vôo atrasado, ao contrário de outras vezes, estavam eufóricos, saltitantes, riso aberto, envolvidos em ardentes abraços e alguns beijos cenográficos, molhados de champanhes bebidos em taças de plástico.

Uma sirene disparou. Era hora da morte e ao mesmo tempo hora da vida. Doze badaladas marcaram o impacto do trem de aterrisagem naquela pista do tempo.

Diante da penúltima página da reportagem retrospectiva, sob o impacto da imagem de uma criança negra e outra branca contando as moedas da mendicância sob uma marquise, ao lado de uma garrafa de solvente com a inscrição "91%" no rótulo, o Ano Velho do Brasil não resistiu: em elogiável ato de protesto invadiu a pista molhada, correu alguns metros bradando impropérios históricos e repentinamente desabou. Sob os olhares da estática segurança, morreu infartado antes do vôo ser confirmado.

Um Papai Noel faminto e de túnica rasgada, já sem saco, que teve o trenó roubado e aguardava o mesmo vôo há uma semana, tratou de cobrir-lhe o corpo com a última folha do vespertino. Foi um gesto carinhoso e compreensivo. Ali ficou, jazido sob outra imagem impactante: pastores mensaleiros e sanguessugas com os braços em "V", com bíblias nas mãos. Algumas muito surradas, mas encapadas com restos de folders da campanha da reeleição de Lula, tentando resistir como instrumentos de mais algumas pregações preparatórias para o "ato prefeitural" que virá com 2008. Este vôo certamente não atrasará, pois até lá haverão novos controladores formados em regime de urgência.

Enquanto isto, em pré-estréia, Copacabana iluminada e feérica encenava o clima do próximo carnaval da diversidade. Tambores, reco-recos e cuícas cor-de-rosa, tocados por uma bateria atrevida de mulheres carnudas que se beijavam na boca jogando os bonés para o alto, saudavam o Ano Novo pela orla inteira.

Fiquei em dúvida se aquelas flores jogadas ao mar por gente toda vestida de branco era ato de esperança e fé ou a última honraria ao nada saudoso Ano Velho que morreu no aeroporto, longe dali. Yemanjá deve saber...




Esta última crônica (ou exercício de ficção e realidade, não importa) do ano é dedicada a todos os meus queridos amigos, que na base da raça e da fé conseguiram, comigo, sepultar para sempre as profundas tristezas e decepções deste ano que vai terminando. Todos vocês que, igualmente, tentaram com inteligência ajudar a resolver a grande e difícil equação da arte de ser brasileiro, para ao final, comemorar o resultado que representa positividade --grandeza própria de quem ama--, merecem meu profundo respeito. Desejo que o "passageiro do vôo do futuro", este 2007 que chega jovial e inocente, possa nos significar "concertos e consertos" (gostei desta expressão, ela é do Jayme Serva). Feliz Ano Novo Para Todos.

Por Ery Roberto Corrêa | 8:15 PM - Link deste post


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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

[pornopolítica 2]
PROCURA-SE A GENI


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Imagens dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná


Dante Mendonça, jornalista e cartunista, escreveu a crônica "Curitiba, a quente" para nos divertir com um jogo de paradoxos que começa explorando as mudanças climáticas sentidas por aqui e suas conseqüências no tradicional comportamento ortodoxo do curitibano.

Com uma temperatura atípica, variando entre 33 e 35 graus, diz que em qualquer outra cidade as pessoas estariam vivendo sob uma forte temperatura. Em Curitiba, sofremos o calor dos infernos. Isto demonstra que o nosso admirado planejamento urbano é uma falácia: Curitiba, a fria, não foi planejada para o verão. Só para o inverno. No verão, é a capital do Senegal habitada pelo povo da Noruega.

Curitiba, a fria, tem uma ventania sacana. Há tempos eu (o blogueiro) procuro um nome para batizá-la. Preocupação, aliás, que ninguém teve por aqui. Pelo menos nunca li nem ouvi nada a respeito. Mas, se os gaúchos tem o "Minuano", por que nós paranaenses não podemos ter a "Wimi"? Afinal, a antiga laranjada do Hugo Cini é o único refrigerante essencialmente paranista!

Mas estou em dúvida. Acho melhor batizar a ventania de Geni. Isto mesmo, igualzinha aquela da canção do Chico Buarque. Explico.

Anteontem, em plena repercussão do "ex-aumento" dos deputados, deu-se no Teatro Guaíra a diplomação dos 54 deputados estaduais, 30 deputados federais, senador, governador e vice-governador eleitos em 2006. Lá dentro, uma cerimônia tranqüila; fora, um tumulto de "não convidados" ostentando faixas onde se lia "mensaleiros" e exibindo o consagrado nariz de palhaço.

À saída das "vossas excelências" aconteceu o inevitável: um confronto onde alguns deputados acabaram agredindo participantes do protesto, que os perseguiam pelas ruas, ao som de apitos, cornetas e palavrões. Outros ficaram sitiados no Guaíra, à espera de uma trégua. Aqueles que se arriscaram a olhar pelas janelas, foram brindados com ovos e xingamentos elogiosos.

Resultados: o deputado Max Rosenmann (PMDB) reagiu aos insultos e desferiu um tapa em uma mulher; o deputado federal eleito Reinhold Stephanes (PMDB) esbofeteou outra manifestante e foi obrigado a voltar para o hall de entrada do teatro de onde só saiu escoltado pela polícia; o deputado estadual Antonio Anibelli (PMDB) resolveu se aventurar e apesar de inicialmente ter dito que respeitava a manifestação, sucumbiu às provocações e deu um soco em um manifestante. "Acabei de dar um tapa num vagabundo", disse, enquanto era seguido por um grupo durante uma quadra até ao seu carro; o atual vereador e deputado estadual eleito Fábio Camargo (PFL) deixava o teatro na companhia da esposa, quando ela foi atingida por um ovo.

Roberto Requião, o governador reeleito, raposa velha, se mandou por uma saída alternativa. Conta-se que em entrevista antes da solenidade, disse: "...O parlamentar não é a Geni. É sem vergonha porque andou nas mesmas águas do Judiciário, mas sem o teto do Judiciário não teriam elevado nada".

Sábio este Requião. É verdade! O parlamentar não é a Geni. A maldita Geni "dá pra qualquer um". Parlamentar só dá pra si mesmo. A Geni "é feita pra apanhar é boa de cuspir". Parlamentar bate, agride e deve pensar que é bom pra ser beijado. Na Geni a gente "joga bosta". Parlamentar já é a própria bosta.

Minha dúvida ficou maior. Acho que "Wimi" não fica bem. Perdoem-me os amigos gaúchos por estar quase desistindo de arrumar uma "prenda" para o Minuano. Mas, acredito que a ventania curitibana deverá mesmo se chamar Geni. Não por outro motivo, mas como uma homenagem porque nosso governador a destratou. Ela é a culpada de tudo, coitada! Desaparece no verão deixando este povo curitibano, sempre tido como frio e "sangue de Bocó" (salve Mônica!), todo excitado, valente e, lembrando Dante, paradoxalmente verdadeiro.




Nesta semana não escreverei mais nada. Tenho que ir ao encontro da minha família. Parisnaguá me aguarda para as orações de praxe. Lá não tem o Sena, mas tem o L'Itiberê de onde quem não gosta de peru ainda consegue, com algum custo, pescar um "paru" que dá um ótimo caldo. Sou daqueles que comemoram a natividade com pão e peixe. São belos sinônimos de multiplicação. E multiplicar é a operação primordial de busca do "Infinito Positivo".

Retirando-me, deixo aos leitores e queridos pares de blogagens e bobagens mil o sincero desejo expresso na imagem que segue. Até já.



ip0093 - Photobucket - Video and Image Hosting

Por Ery Roberto Corrêa | 2:17 PM - Link deste post


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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

[pornopolítica]
PUTARIAS SEM LIMITES


m auspicioso período de entressafra, as mazelas da nossa política voltaram a ocupar grandes espaços na mídia por conta do aumento de salário dos parlamentares em 91%.

Mais do que a safadeza propriamente dita, causa espécie a declaração de deputado petista que afirma com admirável certeza de conivência que "a Justiça dificilmente será capaz de mudar a decisão parlamentar".

A indecência é tamanha que numa manobra detalhadamente estudada, as cúpulas da Câmara e do Senado tomaram a decisão para si, no intuito de evitar que a proposta seja levada à manifestação do plenário, cometendo uma descarada afronta à legalidade.

Sem nenhum escrúpulo, de forma hipócrita e ofensiva, O Sr. Aldo Rebelo defende a medida com a estapafúrdia justificativa que foi decisão dos líderes e os cortes previstos compensarão os astronômicos aumentos, mas não tem a mínima dignidade de enumerar quais verbas sofrerão cortes.

Será preciso lembrar que nenhuma decisão administrativa nunca pode se sobrepor a uma preconização da lei? Talvez Rebelo e o ex-chefe da tropa de choque collorida, o calhorda Calheiros hoje promovido a impúdico presidente do senado, já tenham rasgado parte da Constituição, sob os olhares complascentes de um importante signatário da mesma e que hoje boa parte do país reconhece como Presidente.

Tudo isto acontece com manifestações contrárias apenas parciais de alguns deputados e partidos dispostos a impetrar medidas judiciais, como mandados de segurança junto ao Supremo e mobilização da CUT para arregimentar assinaturas necessárias a uma ação popular.

Talvez esteja certo quem pratica a convicção que a massa sofre mesmo de um mal de alzeimer coletivo, que continua esquecendo rapidamente os episódios mais recentes do grande mar de lamas e que, principalmente, é incapaz de sentimento de revolta e conseqüente tomada de iniciativas que lhe cabe.

É mais certo, no entanto, que esse mal de alzeimer já tem a contribuição da prática populista que se arrasta há quatro anos pelo governo e que provoca o anestesiamento popular pela injeção da mentira embalada com rótulos diversos, como bolsa-família, "crescimento em percentuais estúpidos" e outros, para produzir um falso relaxamento que faz aumentar a esperança.

Considerando que a ação popular é medida de proteção de direitos difusos, patrimônio público, moralidade administrativa e interesses gerais, onde está a outra parte, a massa pensante? Onde estão os líderes dos partidos de oposição que há bem pouco tempo pregavam a moralidade ilustrando o discurso eleitoreiro contra a corrupção e a mamata?

Onde está o Judiciário, único poder que a esta altura deveríamos ainda confiar e que de per si pode e deveria na condição cidadã de qualquer juiz, procurador ou promotor público tomar uma iniciativa de porte? Onde estão segmentos organizados como a OAB, a ABI e até mesmo a Igreja? Sim, porque instituições como estas são capazes da mobilização imediata dos seus agregados no sentido de colher a quantidade mínima de um milhão de assinaturas.

É triste, mas o país está fechado. De um lado, não para balanço, mas para que supostamente ninguém veja, nem sinta, nem tente mudar o que se confabula e se decide, ao arrepio da lei e carimbado pelas más intenções da legislatura em causa própria e protegido por uma cortina indecente de corporativismo. De outro, pela falsa esperança, pela crença apócrifa, pela conivência; porque ser pobre, funkeiro e telespectador do domingão da Rede Globo interessa muito mais. Logo chega o BBB-7, depois vem o carnaval. Foda-se a CPMF permanente, não tenho conta em banco!

É este o Brasil que vai nascendo para 2007 e certamente só "largará a chupeta" quando completar quatro anos de idade. Até lá haverá muita merda para limpar.

Especificamente quanto a corja parlamentar, louco quem não concordar com Arnaldo Jabor, em Pornopolítica: paixões e taras na vida brasileira, Editora Objetiva, 2006, pg.11, O "Se..." do canalha nacional:

Se puderes manter a cabeça erguida, quando todos te acusarem, chamando-te de "ladrão" ou "corrupto" por te terem pegado com a mão dentro da cumbuca, [...]

se puderes crer, por exemplo, que tens o direito de roubar o povo para vingar uma infância pobre..., [...]

ou se te orgulhares de ter instaurado a gorjeta, a mixaria, o serviço de 25% (pois, como dissestes, "10% é para garçom") enquanto enfias a língua na orelha da lobista gostosa ao lado no Piantella, de porre e feliz, [...]

ou ainda se, mais metafísico ou filosófico, contemplares o crepúsculo e lamentares melancolicamente que "acabou o tempo das utopias..." ou "a vida é uma ilusão dos sentidos" e, portanto, "roubo sim e caguei...", [...]

e se, além da confiança na cega Justiça, dos desembargadores que sempre te acolherão, se, além desse remanso, desse consolo que te encoraja, roubares mesmo, no duro, por amor à causa, por paixão, por desejo sexual, pelo bruto tesão de acumular o máximo de dólares para nada, pela fome das lanchas, jatos, putas, coberturas, Miami, Paris, e se, com fé e coragem, reconheceres esse prazer com orgulho e sem remorsos, então, eu te direi, com certeza, que vais herdar a terra toda com todos os dinheiros públicos dentro e, mais que isso, eu te direi que serás, sim, impune para sempre, um extraordinário canalha, meu filho, um verdadeiro, um grandioso filho-da-puta brasileiro!


Felizmente, antes que eu publicasse este texto, o Supremo acabou de reconhecer as razões alegadas no mandado de segurança interposto por alguns deputados, dentre eles o honrado Fernando Gabeira e, segundo o que ouvi na CBN, o projeto terá que ser levado ao plenário. Um tapa na cara de Aldo e de Calheiros, uma derrota da frente aliada a Lula e por conseqüência do governo, que só se tornaria uma vitória popular caso o voto fosse aberto. Esta talvez a única forma de não assistirmos a uma espécie de versão moderna da orgia romana tão bem representada no cinema por Tinto Brass, em Calígula. Lembram?

Pobre Brasil...

Leia [+]

Por Ery Roberto Corrêa | 5:25 PM - Link deste post


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Domingo, Dezembro 17, 2006

[futebol]
TRI LEGAL, TCHÊ!


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Este post é dedicado a todos os colorados e especialmente ao meu amigo Milton Ribeiro, para que, principalmente, ele se convença da minha promessa em não torcer contra. Mais, que é possível ser gremista e aplaudir o adversário quando este merece todo o respeito e o direito de comemorar uma glória só reservada a poucos que sabem ser grandes.

Que fiquem nas imagens e nos fragmentos das letras de Kleiton e Kledir o carinhoso registro. Parabéns.


"E aí , se rolar
É sinal que valeu
Que o destino escreveu a vida
Baby"


----------

"Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Eu tô que tô"

----------

"Viva a alegria
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva o oxigênio
Que invade o nariz
E faz a gente ser feliz"


----------

"São as águas de dezembro
Deflorando o verão
É o jeitinho brasileiro
Faz das tripas, coração."

----------

"Radioso de luz, varonil
Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil [...]

Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul
"

----------

"Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e...bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30 [...]

Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio"

----------

Por Ery Roberto Corrêa | 2:28 PM - Link deste post


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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

[blogger.br]
SISTEMA DE COMENTÁRIOS


Quem conhece bem o Blogger.br, ou já foi sua vítima com um blog "capado e seqüestrado" sem nenhum pedido de resgate, sabe que periodicamente eles nos azedam o estômago. Nesta semana, além de ter fechado as portas, quando retornou a aceitar postagens "sabotou" o sistema de Comentários.

Hoje dei alguns cliques nos meus linkados e descobri gente que se mandou. Como o Jayme Serva, do Dito Assim Parece à Toa, que pediu asilo no Blig.

A atitude do Blogger.br é bem ao estilo da política tupiniquim: "por baixo dos panos", "por trás das portas", "por dentro das cuecas", "parecido com dossiê tucano", ou seja, ninguém fica sabendo de nada. Qual a verdade, qual o objetivo?

Se é, como bem diz o Jayme, sabotagem proposital do provedor para eliminar os não associados de sua sede social, como eu (aliás, não sou associado desde os tempos do "Koisas do Piru", quando o acesso ainda era grátis), que desçam a gilhotina de uma vez. Assim a gente sai à busca de um "asilo bloguístico" em qualquer periferia da rede. Mas pelo menos ameaçem! Marquem a data da execução, porque a continuar com esta "política" eu vou ser obrigado a declarar publicamente o meu sonho de consumo neste Natal: "um domínio próprio". Nele farei três posts diários, sendo dois dedicados a malhar como eu gostaria de estar fazendo.

Na semana que vem, caso o sistema não "abra as pernas", instalarei o Haloscan. Enquanto isto, quem quiser comentar (e descer o "cacete"), clique, alternativamente, no link acima, à direita --CONTATO-- e utilize a caixa de mensagem para opinar. No campo "Assunto" digite o título do post. Na seqüência eu os reproduzo em UPDATE. Isto é, quem quiser se dar a algum trabalho de comentar qualquer coisa destas mal traçadas linhas que saem por aqui. Às vezes frutos de alguma inspiração, mas na maioria resultado de intensa indignação.

Abraços, bom final de semana. Domingo, torçam para o Milton Ribeiro não surtar. Sei que ele vai "torturar" todos os gremistas como eu, mas é o Brasil na pele do Inter, vestido de vermelho, como a bandeira do nosso saudoso e querido partidão.



[15.Dez.2006 | 21:20 - Supertrafego/Gmail - Valter Ferraz comentou:

Ery, isso mesmo. Desça o malho nos caras. Se a política muda, deve ao menos um contato, um aviso. Isso de fazer na surdina é que não pode.Se resolver mudar, avisa a gente prá podermos divulgar e a perda ser minimizada. Grande abraço.


[16.Dez.2006 | 02:11] - Apesar de tudo a grande rede ainda é democrática. Acabei de instalar o Sistema Haloscan, recuperando a possibilidade de receber comentários. Estejam à vontade novamente.

Por Ery Roberto Corrêa | 8:13 PM - Link deste post


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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

[mal traçadas linhas]
ENCANTO BAIANO


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Ilustração produzida a partir de imagem capturada em Trancoso (BA),
1994.



É pintando na tela da lembrança
Que sinto a saudade dos matizes.
Mergulho nos verdes da esperança,
Bebo o mar, esqueço infelizes.

Corro nas praias da orla faceira
Respiro dos céus um puro azul,
Sorvo os rubros frutos da mangueira,
Tanta dádiva que não há no Sul.

Houvesse moldura original
Para quadro ímpar engalanar,
Seria brisa na face sentida

Soprada do entardecer sem lida.
Na Bahia, abençoado lugar,
Trancoso, paraíso virginal.


[14.Dez.2006 | 20:53] - Para pegar leve, é "autêntica sacanagem" o que o Blogger-Comentários está fazendo com a gente. Post sem comentários é igual trepada com camisinha.

Por Ery Roberto Corrêa | 8:04 PM - Link deste post


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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

[mal traçadas linhas]
PEDRAS DA CALÇADA


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Imagem de Drawson & Lopes
Pensamento Fotográfico - Inspiração & Arte (preencha pequeno cadastro)



Até os lavrados cacos de rocha,
Em ordem artesã no pavimento,
Mudam a dureza por um momento
Desenhando uma flor que desabrocha.

Se a vida não têm por natureza
Na inorgânica reservada sina,
Somente a arte lhes determina
Respirar pelo signo da leveza.

Antes paredes, barreiras da ida,
Sem preciosidade reconhecida,
Sós, como rocha inerte, jaziam.

Agora em formas, ornando passos,
São viários do urbano porvir -
Passarelas florais do ir e vir.

[Pedras da Calçada - Ery Roberto Corrêa]


As pedras permanecem no chão. Os tons geram a flor.
Da mesma forma, as idéias captam o
infinito.

[Calçada de Curitiba - Drawson & Lopes]



[Em forma e essência, dedico este post à Márcia Clarinha, uma blogueira que "brinca com palavras" e constrói pérolas magistrais.]

Por Ery Roberto Corrêa | 1:45 PM - Link deste post


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Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

[comportamento]
A SIMBOLOGIA E O CONVENCIONALISMO DO NATAL


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Imagem: Revista Consumer


A cidade já ferve sobre a chama do consumismo natalino.

As principais lojas, de especialidades distintas, reduzem-se a um denominador comum através da operação da simbologia. Apostam na atração do consumidor pela via emocional --que, ressalte-se, em certas épocas do ano sobrepuja-se à razão-- para, no explorar da crença e dos símbolos pertinentes, alavancar o cumprimento das suas periódicas metas comerciais.

Quando passarem as festas anunciarão os prodigiosos números das suas vendas. E depois do carnaval dispensarão vendedores para contratar cobradores. É a roda viva de um sistema que assim sobrevive em um país onde grande parte da população é movida por uma espécie de sugestionamento coletivo.

Qual será o valor da interferência e até que medida os mitos, a religião e a música específica contribuem para esta efervescência humana que se assiste no final do ano? Será que sem a decoração, sem o embuste do Papai Noel, sem a melodia das harpas tudo seria o mesmo apenas com a força da crença principal?

Tenho cá minhas dúvidas de uma resposta afirmativa para esta segunda questão. Acredito mais que este consumismo temporâneo, e muitas vezes além das possibilidades, seja um ardil empregado inconscientemente para se esquivar das resultantes do problema incontestável da diferença social. Este subterfúgio mais me parece um modismo perigoso que converge no sentido de uma falsa auto-afirmação.

Se, de modo especialíssimo e apenas para um atrevimento analítico, pudéssemos desassociar o caráter místico da consagrada "data máxima da cristandade" e, assim, transferíssemos o Natal para o conjunto normal das efemérides, neste exercício afastando-lhe toda influência comercial e sentimento fabricado, acredito que seria possível perceber inacreditável transformação.

Na forma que nos acostumamos a viver o Natal é interessante observar as atitudes demandadas do convencionalismo.

Quem efetivamente professa a Espiritualidade ou o Cristianismo, pelo que representa a presença de Jesus Cristo, sabe que ele é um fenômeno capaz de nascer todo dia em um novo coração. Assim sentindo, certamente reconhece possível, de forma mais humana e repleta de igualdade, fazer crescer a harmonia e principalmente ter-se afastada a hipocrisia.

Mas ainda há muitos para os quais a imposição comemorativa se processa unicamente para outros fins. Pelo estado alterado de consciência, produto da persuasão consumista e confusão programada, as pessoas conseguem transformar hipocrisia na elogiável virtude da fé e da bondade, ainda que transitória. Eis que, na realidade, passado o momento conveniente, esta suposta força moral despe-se da sua fantasia anual, cujo destino é um cabide velho que se pendura no subconsciente por mais 365 dias.

A certeza do reconhecimento destas atitudes talvez seja o motivo que nos leva a tantos sentir verdadeira depressão.

Por Ery Roberto Corrêa | 5:54 PM - Link deste post


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Domingo, Dezembro 03, 2006

[esporte]
QUE ORQUESTRA!


ip0086 - Photobucket - Video and Image Hosting


Que mais dizer de uma seleção bi-campeã mundial que joga como um verdadeiro grupo?

ip0087 - Photobucket - Video and Image HostingNela nunca houve ninguém preocupado em bater recorde individual para sustentar seu estrelismo particular. Nela ninguém joga preocupado em ser o melhor do torneio, o destaque de cada fundamento. Estas coisas acontecem naturalmente porque todas as ações são do grupo, que joga por música variando os tons e os arranjos a cada instante com uma participação coletiva de dar inveja. É personalidade e vontade de vencer.

Para esta seleção quanto mais difícil o adversário maior a vontade de jogar, de se divertir, de vibrar, de dividir a alegria.

Ah! Lá o técnico é Bernardinho. Só 15 títulos em 19 campeonatos. Talvez sua fórmula seja o perfeccionismo na difícil missão de reunir astros que somam sua luz para juntos, sempre juntos, acender a fogueira da vitória. Nunca da vaidade.

Que diferença! O melhor volei do mundo tem as cores do Brasil. Do mesmo Brasil de um pobre futebol.

Por Ery Roberto Corrêa | 8:22 PM - Link deste post


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Oferecido, em 15/09/08, por Adelaide Amorim, do Blog "Umbigo do Sonho".