"Enquanto o Executivo não cansa de elogiar a PF, o presidente
do Congresso, um cidadão sob suspeita, trata de desqualificar a conclusão
pericial apenas porque não corrobora com suas idiossincrasias.
Em afronta, não mais ao "amigo do peito", mas em menosprezo à inteligência
do povo, tenta a manipulação descarada e pérfida dos seus próprios
pares. Estes, seminus, servem-se do corporativismo como última roupa
na tentativa de também esconder suas próprias lepras."
Se alguém esperava uma decisão do Conselho de Ética do Senado sobre o caso Renan, acabou decepcionado.
Deu a lógica: manobras forçadas e tentativas exdrúxulas da parte dos defensores, estas certamente orientadas pelo acusado que á hábil em induzir, reações exaltadas da oposição, bate-bocas, baixarias com exaltação total de ânimos, nada de acordos, consenso, enfim, decisão. De bom, apenas o resultado da votação (10 a 5) ter sido "voto aberto", embora já haja ameaças de ambos os lados em recorrer ao STF. De uma parte para melar, da outra para garantir.
O subterfúgio do pedido de vistas dos relatórios foi acionado e tudo ficou para a próxima quarta-feira, 5 de setembro, antevéspera do "grito".
Infelizmente o efeito protelatório, que tem sido o atalho mais usado no tratamento da coisa pública, beneficia a tropa renancista que agora poderá se rearticular tentando um novo golpe. Todavia, em contrapartida, abre oportunidade para a manifestação e cobrança popular, algo que anda meio etéreo neste escândalo sem precedentes que se arrasta há três meses.
O eleitor precisa lembrar que o governo não é somente Lula. O Senado faz parte e é peça importante no destino do país. Mais importante, foi escolhido por ele. Estes senhores, já não há mais como tratá-los por excelências, precisam urgentemente ser cobrados para ouvir aquilo que pensa quem os remunera. Ficarmos de braços cruzados, apenas como expectadores da bandalha e do escárnio que se passa ou mesmo fechar os olhos e ouvidos, como faz a maioria, é atitude bem próxima da renúncia à cidadania.
São apenas quinze. Nada difícil de escrever um texto curto e direto, sem qualquer preocupação estilística, e remeter às suas caixas postais eletrônicas.
Os nomes dos titulares do Conselho e seu respectivo corregedor, bem como os endereços eletrônicos, estão no quadro abaixo.
[a la jota neris] QUANDO AS NOTÍCIAS CHEGAM NO SERTÃO
Dois caipiras conversam no boteco da vila, tomando uma "cachacinha no caju" (agora tá na moda), postados, como se diz no lugar, com o "umbigo no barcão":
— Cumpadre, ocê oviu aquela notiça que uns dotô vão sê preso por lavage de dinhero?
— Ovi não! Mais que negócio doido é esse cumpadre?
— Pois já falei cum Maria de Zé Romeu, Joca Catuaba, Genaro da Prefetura, Juaquim da Madalena, inté Duda Sabido, o prefesô. Ninguém "sabe de nada".
— Do jeitim queu intendi, só pode sê coisa de loco. Imagina se nóis faiz o memo? Dinhero foi feito pra gastá, se nóis pega pra lavá, ele rasga e num presta mais!
— Certo memo tá Rene Ferrero que mandô omentá o tamãe do fugão, vai botá o dinhero pra secá se a muié isquecê dos borso tirá na hora que for no rio as carça lavá.
— ...
— Mais mudano dasunto, "ninguém sarva o Curintia" hein cumpadre?
— É. Acho que foi purisso que o presidente mando todo mundo tomá caju!
Como uma aula magistral, o STF nos provou que é possível o Poder Judiciário resgatar sua credibilidade. O acatamento da denúncia contra todos os 40 personagens do Mensalão, a constatação da sociedade que pode testemunhar a lisura com que foram conduzidas as sessões (inclusive transmitidas pela TV e rede mundial), demonstram que o país ainda tem jeito. E, felizmente, o jeito é pela via da inteligência, da lei, da consciência e do trabalho sério, nunca pela idiotice cujo modelo nem é necessário mencionar e todo mundo sabe onde está instalado, do jeitinho e da fanfarrice que se transformou o Senado.
Embora o simples acatamento da denúncia já seja uma "punição moral" para os 40 elementos e por extensão ao Governo Lula que foi o cenário criminoso do Mensalão, resta agora a esperança de um dia ouvir a Justiça proferir com acerto a sentença cabível a cada um. É esperar, também, que o povo tenha aprendido e de agora em diante saiba proferir a sua sentença na melhor capacidade de julgamento, o que representa suas futuras escolhas quanto ao destino da nação.
Ontem foi possível "matar a saudade" daquele sentimento fantástico que é ter orgulho de ser brasileiro. Amanhã, na votação do Renangate, talvez tudo volte ao normal, mas nunca o Senado poderá alegar que não teve a chance de recuperar a sua honra.
Este beijo do Roberto Carlos no Massa, domingo, na Turquia, só me faz acreditar de vez que aquela famosa agachada na Copa de 2006, quando aconteceu o gol da França, foi mesmo para "arrumar a cinta-liga"! O brinco já está colocado e a cabeça preparada para colocar a peruca longa...
Por Ery Roberto Corrêa |
7:22 PMComentários: | |
E nós reclamamos do inverno por aqui que, por vezes, é rigoroso demais para nossos padrões, mas nada comparado ao clima sub-ártico. Valem estas imagens fantásticas.
Este jogo é muito criativo. Você vai ajudar as personagens a cumprir uma divertida aventura. Mas, prepare-se: é preciso muito senso de observação, criatividade e análise detalhada do cenário. A única dica que posso oferecer é que seu instrumento é o mouse. Movimente-o à busca das soluções. Os gráficos são um caso à parte, uma maravilha visual de qualidade admirável. Deslumbre-se a cada nova fase que atingir. Depois me conte se chegou ao fim.
[Gabriela, grato pela dica do site. Você não é a Ro, mas também garimpa belezas.]
[definições] MEIA-IDADE
Você sabe que está chegando à meia-idade quando tudo dói e o que não dói não funciona.
A gente chega à meia-idade quando fazer amor nos transforma num animal selvagem: uma preguiça.
Meia-idade é quando sua idade começa a aparecer na cintura!.
Nela você ainda sente vontade mas não lembra exatamente do quê.
É quando você tem vontade de se exercitar e deita pra esperar passar a vontade.
Quando seu médico lhe recomenda exercício ao ar-livre, você pega o carro e sai guiando com a janela aberta, pode crer, está na meia-idade.
Jantares a luz de velas não são mais românticos porque não se consegue ler o cardápio.
Meia-idade é quando um cara começa a apagar as luzes por economia e não para criar um clima com você.
É quando em vez de pentear os cabelos você começa a "arrumar" os que sobram.
A infância é a época da vida em que fazemos caretas para o espelho. A meia-idade é a época da vida em que o espelho se vinga.
A bem da verdade a vida tem três períodos: infância, juventude e "você está com uma aparência esplêndida".
Está na meia-idade? Ânimo! O pior ainda está por vir!
Você sabe que já está nela quando tudo aquilo que a Mãe Natureza lhe deu o Pai Tempo começa a levar embora.
É quando paramos de criticar a geração mais velha e começamos a criticar a mais nova.
É quando sabemos todas as respostas e ninguém nos pergunta nada.
É quando se alguém dá em cima de você no cinema é porque está atrás da pipoca.
Primeiro você começa a esquecer os nomes, depois os rostos, depois de fechar o zíper.
Meia-idade, enfim, é quando já não temos mais idade para dar maus exemplos e passamos a dar bons conselhos...
Bom seria aprender que "Não há cura para o nascer e o morrer, a não ser saborear o intervalo".
[Caríssimo Diomar Pozzo, a gente se vê neste cenário, mas não deixa de fazer esforço para permanecer na "juventude". Grato, ri muito!]
Bom final de semana pra todo mundo.
Por Ery Roberto Corrêa |
3:18 PMComentários: | |
Quinta-feira, Agosto 23, 2007
[fotografia & reflexões] AMPLIANDO ELEMENTOS DE UMA IMAGEM
Segundo o educador Gilbert B. Lazan, máscaras são subterfúgios que costumamos usar para esconder das outras pessoas as nossas debilidades ou aquilo que achamos que pode não agradar.
A teologia se apega a David para em ótica genérica instruir que não há máscara intransponível. "Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda." [Salmos 139.1-3]
Há uma questão prática. Sendo nosso dever construir uma relação de verdade e transparência, se fazemos tanta questão de ocultar aquilo que nos causa mal-estar ou constrangimento, será difícil encontrarmos quem nos acolha quando já não for mais possível esconder-nos de nós mesmos.
Todavia é lícito confundir como máscara aquilo que me pertence unicamente a mim, algo que depositado no fundo da consciência ou em reservadíssima fração do coração, que sendo isto ou aquilo nem tira nem acrescenta absolutamente nada a ninguém? Ou por fraquezas, receios, cuidados, preocupações com mágoas ou preconceitos não é correto "guardar" uma palavra exclusivamente para si mesmo? O que não é revelado publicamente pertence ao desconhecido, inexiste na pessoa aos olhos alheios sem mudar seu conceito e, a menos que altere a personalidade e os atos em detrimento de terceiros, pertence ao conjunto das coisas onde há o direito da reserva. Segredo. Pode não ser para Deus, mas é reserva pessoal somente divisível quando há um quociente notável e com a anuência da individualidade.
O perigo está em eventual resto nesta divisão e que eventualmente possa promover automática e nociva operação de multiplicação das palavras por significações torpes e não delegadas da verdade. Tal produto nos condena ao risco de ser entendido como portador de uma máscara.
Independente da origem, quando por qualquer causa fica estabelecida a condição de mascarado, dificilmente escaparemos do enquadramento dramático. Sempre ficaremos entre a tragédia e a comédia, elementos que coincidentemente nasceram do mesmo culto.
O marido está entrando no chuveiro enquanto a mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
-- Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
-- Quem era?
-- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
-- Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?
- Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa enviou um texto imperdível ao Noblat, comentando sobre o "Eterno Palanque" de Lula. Leiam, é especial de bom.
Encontrei uma notícia bem interessante no blog do Bruno Medina, tecladista da Banda Los Hermanos.
Trata-se de um novo serviço disponível na praça.
Você é um sujeito meio fechadão, introspectivo por natureza e vive naquela situação de berôncio, com uma dificuldade incrível de se relacionar, sem amigos e conseqüentemente sem programas? Seus problemas acabaram. É só abrir o caderno de classificados do jornal e pronto! Lá está a solução do seu problema: agora já existe o Personal Friend. Basta um telefonema e o "profissional" vem ao seu encontro, em qualquer hora e em qualquer lugar, para conversar qualquer assunto, até aqueles que não se conversa com ninguém.
Deve ser curioso. O sujeito que é bem retraído dificilmente conversa com alguém com intimidade suficiente para encarar qualquer assunto, imagine os tais que "não se conversa com ninguém".
No contato telefônico o tal "personal friend" estabelece suas condições, como preço (varia de 80 a 300 reais), pagamento em cash, duração do encontro (de 50 minutos a 2 horas), locais (que devem ser públicos), detalhes como pagamento de despesas decorrentes do passeio (alimentação, transporte e outras são de conta do contratante) e etc. Assim, o locatário do serviço toma ciência das suas obrigações enquanto o outro lado também se certifica (!) se não estará lidando com um psicopata.
Bruno, que deve ser profundo conhecedor do ambiente das celebridades, arrisca dizer que o serviço parece muito com a prática dos novos astros da TV que, para faturar uma grana com os minutos de fama, enquanto o Sonrisal ainda ferve no copo, vendem sua presença em festas e eventos. "O artista chega no horário determinado, tira fotos com o dono da festa, ouve meia hora de conversa fiada, finge que conhece todo mundo, toma champanhe, belisca os canapés e sai de fininho, à francesa, com o bolso cheio". Pode ter origem também no costume de artistas novatos serem contratados para dançar com debutantes, aniversariantes e outros "antes".
A gente morre e não vê tudo. Este mundo está criativo demais, principalmente quando se trata de explorar as carências. Ou resolvê-las, como queiram. Depois da "amizade virtual" nascida nos bate-papos da internet, agora vem a "amizade de mentira no mundo real" (esta observação é de um leitor comentarista).
Simplificarei algumas questões decorrentes.
Existem riscos, convenhamos. O "personal friend" só estará ao seu lado por dinheiro. Poderá ser uma pessoa desinteressante para as aspirações de quem o contrata. E de pessoas desinteressantes o mundo está "gratuitamente" cheio. É gastar dinheiro à toa.
Lembremos que se trata de atividade informal, mais uma prova que muita gente tem que dar nó em pingo d'água para se sustentar diante de um mercado de trabalho absurdo como o que se tem no Brasil, onde, principalmente, salvo raras exceções, quem passou dos quarenta não consegue mais competir em igualdade de condições, independente da sua acumulada experiência.
Como em qualquer área de trabalho, onde existem bons e maus profissionais, há de se convir que os "personal friend" de plantão também poderão se enquadrar nesta ótica. Alguns podem até mesmo estar carregados de boas intenções no desempenho de atividade que ajuda alguém e lhe rende uma remuneração, mas certamente haverá aqueles que entrarão no negócio com primordial interesse financeiro e daí as decorrências serão frustrantes para quem, infelizmente, precisou de uma coisa destas.
E os Conselhos de Psicologia, o que pensarão a respeito? Não seria o caso de exercício de uma atividade correlata onde o divã é a rua, o shopping, a festa, a fila e, nas circunstâncias, praticada de forma ilegal?
Ao contrário de Bruno e pensando neste particular do bom e do mau profissional, eu não acredito que a empreitada tenha se inspirado no artista-sonrisal. Fico pensando se não foi coisa inventada por algum daqueles religiosos leigos que se dizem "pastores" por profissão, que antes de se candidatarem a qualquer cargo público são expulsos da Igreja por algum delito que é bom nem comentar. Afinal, estes tipos dão pontapés em imagens de santas e aprenderam rapidamente a "atender" a clientela, ou melhor, os "fiéis", exclusivamente com a contrapartida da oferta, do dízimo, da entrega do patrimônio pessoal e outros bens. Eles também não "trabalham" com cheques. Só vale em espécie.
Bom destacar outro comentário registrado para o texto que li, pois é intrigante pensar no seguinte: "em caso de insatisfação com o serviço e decisão de romper acordo do pagamento, ganha-se um inimigo de graça ou de aluguel?"
Meu caro amigo berôncio, você precisa tomar umas. Preferencialmente num boteco de mariposas. Sai mais barato e é diversão garantida. Já cantava o sábio Adoniran Barbosa, "Eu sou a lâmpida / E as muié são as mariposa... ". Vai por mim.
[UPDATE - 16.08.07 | 18:30] -
1- Equivocadamente, nas primeiras horas deste post, havia citado Bruno Medina como ator. Registre-se a correção.
[mundo corporativo] DICAS DE GESTÃO EMPRESARIAL - Caso I
Chegou ao meu e-mail, "presente" de remetente desconhecido (felizmente não continha vírus), uma apresentação sob o tema e que oferece sete dicas geniais. Como cada uma é precedida de uma ilustração sob forma de texto vou publicar o conjunto semanalmente, remontando para dividir o conteúdo com os leitores que ainda têm paciência para abrir este blog.
As dicas abordam Planos Estratégicos, Compartilhamento de Informações, Conhecimento do Trabalho, Hierarquia, Tempestividade, Topo da Pirâmide e Criatividade.
Os temas transcendem a vida profissional e são perfeitamente aplicáveis em diversos aspectos da vida cotidiana.
Hoje, a Dica nº. 1 - Planos Estratégicos.
Um rapaz vai a uma farmácia e diz:
-- Tem preservativo? Minha namorada me convidou para jantar esta noite na casa dela.
O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai. De imediato, volta, dizendo:
-- Senhor, dê-me outro. A irmã da minha namorada é uma gostosona, vive cruzando as pernas na minha frente. Acho que também quer me dar...
O homem dá o preservativo ao jovem. Ele volta, dizendo:
-- Quero outro. A mãe da minha namorada também é boa pra caramba. A velha vive se insinuando, deve ser mal comida, e como eu hoje vou jantar lá na casa delas...
Chega a hora da comida e o rapaz está sentado à mesa com a namorada ao lado, a mãe e a irmã à frente. Neste instante entra o pai da namorada. O rapaz baixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:
-- Senhor, abençoa estes alimentos, blá,blá... Damos graças por estes alimentos...
Passa-se um minuto e o rapaz continua de cabeça baixa rezando:
-- Obrigado Senhor...blá,blá...
Passam-se cinco minutos:
-- Abençoa Senhor este pão...
Todos se entreolham surpreendidos, e a namorada lhe diz ao ouvido:
Até setembro o governo terá que aprovar a continuação da CPMF. Você, que também não concorda, vai ficar assistindo tudo?
Este imposto foi criado em 1996, era apenas uma contribuição provisória para salvar a saúde pública, uma vez que o Sistema Único de Saúde estava em xeque, vivendo grandes tragédias.
Passados 11 anos de sua criação, corremos o risco de que se torne definitiva. O governo Lula, como o anterior, tem utilizado esta arrecadação para gastar com outras finalidades. Atualmente serve, inclusive, para sustentar a base política do governo, cujo apoio é remunerado justamente pela cultura política que nos envergonha e ninguém quer mudar.
É também suficiente para manter 20.000 apadrinhados políticos espalhados pelos cargos públicos, cujos salários são taxados em 10% e revertidos como dízimo ao PT (a ocupação do Estado já tem 40% dos cargos para a companheirada, membros do partido ou ligados a ele, dizem as pesquisas). "Os ganhos do PT, do partido oriundo de gente que vive do governo empregada, aumentou nos últimos dois anos 500%".
Você concorda com esta sangria do dinheiro público? Você concorda com este abuso?
O Brasil é considerado um dos países onde a carga tributária é a mais perversa do mundo. Está na hora de mudar tudo isto.
Assine o manifesto que é apoiado por diversas entidades. Faltam menos de 300.000 assinaturas para completar 1 milhão e a sua pode ser decisiva. Mexa-se!
Se quiser também mandar um e-mail para seu deputado e senador, os endereços eletrônicos estão neste link.
Existem mulheres que tendo o perfeito domínio do que se contém na sua alma, desenvolvem poderes sobrenaturais através da expressão. São fadas da palavra. O extraordinário efeito do seu dom de dizer, em cujos movimentos verbais há encanto e beleza, constroem um estilo suave de conteúdo absoluto.
Prosa e verso nascidos de tão magnífica fonte ganham lapidação das palavras na produção dos pensamentos. As letras se transformam em solfas e flutuam na performática execução dos seus reais significados.
Quando no pleno movimento da realização pública, levitam para criar a ilusão de raro deslocamento sonoro, típico da verdadeira música espacial que transporta para multiplicar a amplitude da sua mensagem. Descrevem curvas sugestivas que nos dizem baixinho doces metáforas que abrem os leques de sentidos; outras vezes, pairam em sua plangente ressonância da imutável definição única. É onde a verdade é uma estrada reta e sem atalhos nem esconderijos.
A palavra, esta mais alta expressão do pensamento, entra no palco do teatro da vida para nos redimir a clareza do entendimento. O talentoso balé de letras, nos seus giros, permutações e efeitos surpresa, em mágicos passes arrancados da plenitude da forma livre de expressão, promovem o espetáculo das frases certeiras para nos convencer da importância incontestável da arte de saber dizer.
Todavia, para que isto se consiga, é preciso ser humanista. Tem que ser realista e discípulo da ternura. É necessário ter presente a harmonia do verbo, a mansidão feita sinônimo de delicada sutileza que se metamorfoseia em rimas para mostrar a insuperável leveza do ser.
Cathy é assim. É a invejável dinamogênica Pavlova das Letras.
Faço destas minhas palavras a merecida homenagem pela sua tão comemorada existência, porque hoje é propício a agradecer publicamente tão pura amizade que me dedica há anos e sempre no compasso duma sinceridade que permite enxergar o coração. Vida espetáculo seja sempre sua identidade. Feliz Aniversário!
[domingo especial] A FELICIDADE DE SER PAI E TER UM PAI
Em cada ano, no Dia dos Pais, eu me lembro de uma frase de Oscar Wilde: "No início, os filhos amam os pais. Depois de um certo tempo, passam a julgá-los. Raramente ou quase nunca os perdoam.".
Durante muito tempo eu refleti sobre este pensamento, delimitando os espaços das minhas lembranças em direção dupla - a estrada de filho e o caminho de pai. Como filhos, trazemos os argumentos da conquista de liberdade no menor espaço de tempo possível, dentro de um processo que muitas vezes nos faz pegar carona com a rebeldia tão própria das primeiras idades. Nesses momentos desenhamos dentro de nós uma figura paterna que passa a representar certa barreira para as mais escondidas pretensões. A forma como cada um é tratado do outro lado desta barreira é um fator importantíssimo na formação da personalidade, do temperamento e funciona como um facilitador ou não nos contextos futuros do relacionamento.
Eu tive um pai que marcou minha estrada de filho com muitas placas proibitivas. Desnecessário dizer que sofri muitos acidentes pela costumeira desobediência usada neste trecho da viagem. Todavia, cada vez que voltava pra casa era recebido com imenso carinho e compreensão. Ele cancelava minhas multas. Ensinou-me, assim, a glorificante virtude do perdão.
Depois a vida nos transforma em pais. E agimos da mesma forma. Nossa estrada se torna apenas caminho ante a amplitude dos espaços exigidos pelos nossos filhos. Redimensionamo-nos de tal forma no objetivo de termos menos, para lhes dar condições de rodar o mundo na mais perfeita segurança e por uma via de qualidade. Aprendemos através da experiência a tolerar, a aceitar seus objetivos --quase sempre maiores que aqueles que nos moveram antes-- e só pelo conteúdo adquirido como filhos, graças aos nossos pais, é que cultivamos o necessário para sermos mais que apenas pais, sermos sobretudo amigos.
É gratificante viver um domingo de Dia dos Pais tendo a graça de ainda contar com a presença daquele símbolo da primeira direção. Dar um abraço forte e olhar para o semblante cansado, mas ainda esperançoso de um pai, que só nos vê através daquilo que somos e nunca do que fizemos de contrário aos seus princípios, ainda transmitindo indispensável energia de amor verdadeiro através do sorriso, é felicidade pura.
Se a este momento pudermos ter palpável a resultante do respeito e da absorção da experiência de vida, que como reflexo significa a presença também dos nossos filhos, é ser completo. A felicidade é dupla, como uma síntese da figura de sentidos que utilizamos para a reflexão de tudo. Para mim a alegria é tanta que nem o fato de "ficar mais velho" no mesmo dia, por culpa da coincidência do calendário, é capaz de arrefecer esta extraordinária injeção de ânimo que recebo como o maior presente.
No pensamento de Wilde sou capaz de encontrar um lugar no "raramente" da sua conclusiva, embora não me seja absolutamente necessário.
[fazenda brasil] VACAS, GRILOS E LARANJAS + [UPDATE]
Daqui não saio, daqui ninguém me tira.
A regra política, a lei e a instância jurídica estimulam arranjos para que se protelem por tempo indeterminado as soluções de problemas do país. O caso do trambiqueiro de vacas e bois Renan Calheiros é, atualmente, o maior exemplo.
Há menos de dois meses quem era considerado um grande articulador do governo no Congresso, hoje é um autêntico dificultador que ameaça a regularidade das votações consideradas vitais pelo governo.
Primeiro foi o escândalo das despesas pessoais pagas por lobista. O gado mais caro do mundo transformado em pensão. O chefe da tropa, usando o costumeiro artifício da negação, chegou a produzir documentos que o comprometeram ainda mais e que por força da imensa burocracia republicana, um produto do conjunto inconveniente citado de início, ainda continuam sob perícia da PF, adiando a caracterização do decoro. Durante todo o desenrolar das discussões o Senador manteve-se no direito de negar e com isto proporcionou a hilariante situação dele mesmo presidir sessões que pautavam discussões sobre o encaminhamento da sua própria investigação. Um réu de luxo.
Após o recesso parlamentar que lhe deu algum fôlego, veio o segundo escândalo: a denúncia de ter beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por preço superfaturado. Agarrado ao cargo, o senador continuou negando e fazendo do seu dom articulador uma arma de autodefesa, sem que nenhum procedimento mais efetivo da regra política conseguisse ao menos afastá-lo temporariamente da cadeira tão importante. A preservação moral da Casa e a regular votação de projetos importantes não se sobrepõe às falcatruas do seu presidente. Quase igual como a infidelidade conjugal dos mortais nada ter a ver com a alcova da amante.
Tanto quanto a segunda, a terceira denúncia parece completar um perfil digno dos maiores salafrários da história. O senador teria usado "laranjas" para comprar uma empresa de comunicação em Alagoas. Pior, uma das rádios nas quais Renan teria usado 'laranjas' teve concessão aprovada pelo Senado quando ele já era processado.
Tudo sem contar que no âmbito estadual a justiça das Alagoas, depois da pressão dos movimentos sociais, acelerou os processos de grilagem de terras contra os irmãos Renan e Olavo, intervindo no suspeito cartório de Murici para destituir sua tabeliã, suspeita de colaborar com os Calheiros.
As representações já protocoladas e/ou em curso e as suspeitas que crescem a cada dia já seriam motivos mais do que relevantes para que o Senado tentasse desparafusá-lo do assento político por qualquer meio legal. Mas ele resiste, amparado pela capacidade inesgotável de sustentar a mentira e pela lentidão sistemática de mecanismos regimentais e jurídicos que causam o indecente protelatório, bem como pela complascência de parte dos seus pares e até do presidente Lula. Este, satisfeito com a votação de temas importantes no Senado, tem ligado para Renan para parabenizá-lo pela condução dos trabalhos. A atitude tem a contrapartida do senador, que diz na imprensa ser amigão do Lula e que conta com o apoio dele para provar que tudo não passa de uma grande tentativa de adversários políticos em querer desestabilizá-lo. É incrível!
No curso das denúncias há um inexplicado assalto praticado contra empresa envolvida nas transações bovinas do Senador, onde, supostamente, estariam documentos que poderiam comprometê-lo mais do que já está. Mesmo não provado, pelo contrário esquecido, é adendo que ajuda a acreditar na farsa das suas provas pessoais.
Ao final de todo desconcerto, antes da aplicação de qualquer medida regimental ou jurídica, Renan vai cair por circunstância da pressão oposicionista e até do seu próprio partido em função de uma necessidade: a prorrogação da CPMF, já que os tucanos e os “DEMoníacos” unidos ameaçam provocar a obstrução caso ele continue na presidência.
O jogo de interesses na preservação do imposto é geral. Afinal de contas, são 36 bilhões que deveriam, por definição, ser destinados à melhoria da Saúde Pública e hoje é “apenas” um caixa dos sonhos de Lula. Com ele é possível sustentar as 13 legendas da base de apoio. Suficiente para manter 20.000 apadrinhados políticos espalhados pelos cargos públicos da enorme Fazenda Brasil, cujos salários são taxados em 10% e revertidos como dízimo devido ao PT (a ocupação do Estado já tem 40% dos cargos para a companheirada, membros do partido ou ligados a ele, dizem as pesquisas). "Os ganhos do PT, do partido oriundo de gente que vive do governo empregada, aumentou nos últimos dois anos 500%", afirma Arnaldo Jabor.
Em resumo, por mais que o cidadão seja contra o que aí está, contribui compulsoriamente para sua preservação. Quando o sujeito vaia, os militantes, simpatizantes e afins acusam de desinformado, vazio e manipulador.
O impressionante do episódio inteiro não é tanto o comportamento do aliado de Lula, já que ele é típico de quem sobrevive politicamente pela manutenção de currais eleitorais, mas sim a fragilidade de um sistema político protecionista, incentivador da impunidade e cuja reforma, pela obviedade, não é do interesse da maioria dos engravatados. A reforma já morreu, só falta a autópsia. Em resumo, a CPMF se confirmou lâmina de duas faces: um odiado e espúrio imposto que serve como leitinho para engordar a fanfarrice palaciana e agora poderá servir como instrumento de solução para um problema ético.
É possível entender o Brasil? Como diria um sábio terapeuta sexual, "quem brocha só relaxa".
Conformemos-nos. Nossa vocação parece ser esperar. Vem aí o “canteiro de obras”. Sorte dos empreiteiros e suas ligações nada perigosas com parlamentares.
Por ora cantemos às crianças: “Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega senadores que encheram a maleta...” E se elas não quiserem dormir é só ameaçar: “durmam, senão chamo o Renan!”.
[UPDATE - 09.Ago.2007 | 17:43]
A vida pode ser bela quando é possível admirar o fantástico do ser humano. Eu chorei com este vídeo, não tenho nenhum receio de confessar. É imperdível.
Coelho estava novamente deitado no divã. Foi sessão difícil para sua mínima tolerância e excessiva ansiedade. Perder aquela mulher nunca esteve nos planos. Era a razão de insistir na terapia, mesmo cansado da ladainha de outra saída e que a encontraria caso explorasse o terreno com vontade. Nunca imaginara o drama de Carlota, nem que ela freqüentava outro divã. Naquela noite, chorando, a mulher interrompeu o ato e escancarou a porteira. “Não sou uma via expressa com somente três saídas: Peito Leste e Oeste e o Túnel do Meio. O homem ideal não ignora outras áreas nem vive acelerando direto para a Vagina Central, como se fosse o único lugar onde escondo meu prazer”. Já vestida completou: “amanhã você está livre”. Coelho tentando a última cartada apostou: “Se voltar eu não vou mais pegar no seu pé”. Antes de bater a porta do quarto Carlota replicou: “Seu maior problema é não saber jogar. Sempre aposta errado”. Tempos depois, convertido podólatra, Coelho vivia um caso de amor. E Carlota já pensava em outras loterias.
[Curitiba | Sábado, 04.08.07] A manifestação na capital paranaense teve discursos de populares na concentração da Boca Maldita e passeata da região central até ao Centro Cívico. Defronte ao Palácio Iguaçu os participantes prestaram homenagem às vítimas do acidente do vôo 3054, da TAM e cantaram o Hino Nacional. O evento transcorreu em clima de absoluta ordem (houve apenas uma tentativa de tumulto na dispersão, quando militantes portando uma bandeira do PT tentaram interferir). Apesar do engajamento ainda tímido, o importante foi perceber que alguns brasileiros já estão acordando. Certamente outras manifestações acontecerão. [Veja + no Varal]
"Tudo que está ligado à consciência, mesmo que toque apenas de leve no real sem penetrá-lo, não está destinado ao fracasso e ao esquecimento".
[a partir de questão de Milton Nascimento, em "Tambores de Minas".]
[nos tempos do bb] DOIS NORDESTINOS EM CLIMAS SEMELHANTES
Mudando um pouco de assunto para tentar, com boas lembranças,
desanuviar o clima ruim das discussões políticas.
Da esquerda para a direita, Adalberto A.Gomes (subgerente) e o time titular da bateria de caixas: Ery Roberto Corrêa, Ronaldo Garcia, Carlos "Canduca" Machado, Elson Pombo de Souza, o "Paraíba" e Wellington Bertolin.
[Imagem do Acervo Pessoal]
Podíamos ter todos os defeitos, mas sempre sabíamos receber bem. Nos anos que trabalhei no BB, de 1975 a 1996, sempre foi assim. Contavam-nos histórias alegres de recepções pelo Brasil inteiro, algumas registradas em antologias de funcionários, outras em livros publicados por algum servidor-escritor.
No inverno de 1976, um ano depois da última vez que a neve apareceu em Curitiba, eu estava em Antonina. Era uma agência pequena, com trinta funcionários na dotação, todos convivendo em uma harmonia de dar inveja a muitas famílias. Certa tarde de sexta-feira o subgerente recebeu o memorando de posse do Paraíba. Iria se apresentar na segunda próxima, conforme cópia da carta de desligamento anexa emitida pela agência de Campina Grande (PB).
Aquela condição significava que o novo funcionário certamente estaria na cidade já no sábado. Fazia muito frio e chovia um pouco. Morávamos na república que ficava numa curta travessa central, entre duas das avenidas principais. Ali perto havia um restaurante, o velho Caiçara, propriedade do seu Germano Plasmann, ele mesmo, o pai do ex-goleiro Raul, Cruzeiro e Seleção Brasileira.
Da nossa janela tínhamos uma visão privilegiada do movimento gastronômico, resultado da magistral habilidade da família alemã em tratar os deliciosos frutos do mar. Lá pelas tantas, o restaurante ainda fechado, avistamos um figurão alto e magrelo, encostado à parede do estabelecimento com aquele ar típico de cachorro caído do caminhão de mudanças, tipicamente trajado com roupas brancas levíssimas, meias e sandálias franciscano. Tinha os braços cruzados e tremia feito bambu na ventania. Só podia ser ele.
Alguns dos que estávamos na cidade (outros viajavam nos fins de semana) fomos recebê-lo.
Ajudamos em todas as providências de alojamento e, ato contínuo, o encaminhamos às Casas Pernambucanas, também nossa vizinha, para que adquirisse as indumentárias obrigatórias para sair daquela insuportável tremedeira.
Pronto. Élson Pombo de Souza, uniformizado para o frio, já estava empossado, rodeado de amigos, algumas etiquetas ainda penduradas nos casacos já vestidos (tudo lhe era uma grande novidade), pronto a nos acompanhar para a grande recepção etílica que havíamos planejado.
Não demorou e Pombo, como passou a ser chamado depois, já estava integrado e rodeado das gatinhas curiosas da cidade, nossas amiguinhas, que não tinham a mínima intenção de lhe negar calor humano. Na segunda-feira a agência ganhou um novo sotaque, que ainda era pronunciado de forma trêmula, mas que todos compreendiam e se regozijavam pela presença tão engraçada e digna da melhor receptividade. Afinal ele era um cara notável, com um poder incrível de adaptação, amigo pra todas as horas, bom copo e contador de histórias, figura humana da melhor referência.
Outro foi Pedro José Agostinho. Pertencia à Carreira de Apoio, nome pomposo que arrumaram para reclassificar os velhos contínuos. Eu já havia me transferido para Curitiba e trabalhava no Centro de Processamento de Serviços e Comunicações. Éramos, a partir de 1980, um quadro de mais ou menos trezentos funcionários. No Setor de Funcionalismo, já assistente de supervisão, também num inverno brabo, dei posse àquela “testemunha de Jeová”.
Excessivamente introspectivo, inverso do Paraíba, foi um pouco mais trabalhoso conseguir integrá-lo de forma semelhante. Levou um longo tempo para adquirir ritmo e sua lerdeza era motivo de muitas gozações. Apesar da crença, não tinha a mínima afinidade com comportamentos do tipo “sentinela” e “despertai” (títulos de revistas da seita evangélica). Reclamava do frio o tempo todo, mesmo fardado com o uniforme da função, completo no inverno, com casaco, japona e tudo mais.
Em determinado dia ele não conseguia trabalhar. Tremia e rangia os dentes com o frio intenso da manhã curitibana. Quando descemos para o almoço, alguém brincou e lhe disse que a única maneira de superar aquela situação era “arrumar um cobertor de orelhas”. Ele levou a sério.
No expediente seguinte soubemos que tinha ido às Casas Pernambucanas da Praça Zacarias. Foi atendido por uma funcionária:
-- E o moço, o que deseja?
-- Você tem cóbertor de óreia, tem?
A vendedora colocou a mão sobre a boca para disfarçar o riso.
-- Moço, ainda não chegou o melhor lote que vendemos, mas tenho umas boas mantas aqui. É pra solteiro ou pra casal?
-- Moça, num to intendeno! -- Já sei, fizeram-lhe uma gozação, aplicaram-lhe uma pegadinha, só porque o senhor não é daqui. Está chegando agora no Sul, não é mesmo?
-- Sim! Então foi brincadeira, foi?
-- Acho que foi. Mas não “se avexe” que a gente entende tudo isso. Se estiver mesmo sentindo frio nas orelhas resolvo seu problema. Venha cá!
Agostinho a acompanhou desconfiado até a seção de bonés.
-- Leve este, é bem prático, tem esta parte que cobre as orelhas e abotoa abaixo do queixo. É de tecido especial, forrado com lã legítima e aquece de verdade. Ah, e ainda é bem baratinho!
-- Pronto! To levanu.
No dia seguinte, às sete da manhã, enfiado naquele boné ridículo, Agostinho chegou ao Centro para imediatamente ganhar o apelido de “astronauta de Deus”.
Até quando o vi pela última vez, já em unidade diferente, anos e tantos cultos depois, ainda continuava fiel ao mesmo modelo de boné e certamente avesso aos legítimos cobertores de orelhas. Já deve ter se aposentado e voltado para as redes do nordeste. Ou decolou num disco voador.
[o jingle foi o mesmo: “Não adianta bater, Eu não deixo você entrar...”]
[será o despertar?] AINDA RESTA UM POUCO DE ESPERANÇA
Vamos à "Boca Maldita". Não dá mais pra ser tão calado.
"A voz do povo sempre atinge qualquer um dos dois ouvidos! A menos que alguém seja totalmente surdo."
Por Ery Roberto Corrêa |
11:21 AMComentários: | |
Quinta-feira, Agosto 02, 2007
[fob - festival de obscenidades no brasil] ELES NÃO RESPEITAM NEM OS MORTOS
No último dia 1º a Câmara realizou uma sessão em memória do falecido deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), vítima da tragédia da TAM.
As lentes do repórter Lula Marques testemunharam e gravaram o registro acima, onde as deputadas Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), presentes(!) na referida sessão, totalmente alheias ao objetivo, e mesmo ante o clima de tensão que a morte de um colega naquelas circunstâncias deveria propiciar, aparecem "matando expediente" à frente do visualizador de imagens de um notebook. Certamente estavam conferindo as "lembranças" das viagens de recesso. O morto já era, para elas "talvez fosse menos importante" que seus tão relevantes souvenirs.
É uma imagem indecente quando se toma conhecimento do seu contexto. Mais uma que se junta às já conhecidas cenas propiciadas pelos assessores (top-top e fuck-fuck) do Lula e as daquela expúria cerimônia de condecoração da Aeronáutica.
Estes tristes retratos de uma realidade "jamais vista neste país", são pedrinhas que se juntam para formar o grande mosaico do festival de obscenidades no brasil (não estranhem nem corrijam o "b" minúsculo, é isto mesmo).
E lembrar que, segundo o grande mestre, é o povo que denigre a imagem do país lá fora!
Há, pensando bem, um fundo de verdade: essas indecências não estariam lá não fosse o voto de muitos.
"E a massa botocuda se move silenciosa - num silêncio cúmplice - condescendente, chafurdando no lodaçal da corrupção, do compadrio, da mentira, da desfaçatez e de toda sorte de inversão de valores." [Aluizio Amorim]
EXTRA: ELE TAMBÉM NÃO SABIA DO APAGÃO AÉREO
Logo, mas muito logo mesmo, vai começar a faltar "óleo de peroba" nas prateleiras dos supermercados em Brasília.
O presi(de)Mente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta quinta-feira, 2, na reunião do Conselho Político, que o governo não sabia da gravidade dos problemas no setor aéreo. "Nessa questão, é como uma metástase que o paciente não sabia", teria comparado Lula, de acordo com relato de participantes.
Ladies and gentlemans, tudo isto é incomentável! O Apagão Moral não tem solução!
Sobre o assunto, fiquem com uma charge quentinha do meu amigo Sponholz.
[edição extraordinária] OS OUVIDOS E O E-MAIL DO LULA
Esta semana o noticiário encheu suas pautas com um sentido do qual normalmente pouco se fala: a audição. Tudo por conta de mais um subterfúgio usado pelo presidente para tentar passar a idéia de que está acima de todas as coisas.
Ao comentar as vaias do PAN --que, aliás, ainda lhe rendem insônia--, ele cunhou mais uma raridade: "Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas, uma para ouvir as vaias e a outra pra ouvir aplausos".
A Executiva do PT já pensa que tudo não passa de uma articulação da oposição apoiada pelos setores da mídia, que ao elevar o tom e dar plena cobertura das manifestações contra Lula, soa-lhe apenas como objetivo eleitoreiro. Não se pensa em outra coisa a não ser 2008 e 2010.
Um presidente afinado com eventual governo planejado estaria despreocupado com manifestações deste naipe, pois as realizações e as verdades por si só se encarregariam de abafar o grito de segmentos descontentes.
Isto me faz lembrar pessoas de frágil personalidade que são altamente influenciáveis por boatos negativos a seu respeito, mesmo sabedoras que se trata apenas de uma mentira. Mudam sua rotina, elevam as preocupações, ficam doentes e sua principal ação é desmentir a qualquer custo, transformando isto em ato obsessivo. Por mais que saibam que as pessoas das suas relações não acreditam na fofoca, agem contrariamente ao "quem não deve não teme".
É um caso exemplar de caráter defeituoso onde impera a fraqueza e carência de autoconfiança. No caso político não é possível interpretar apenas por este ângulo. Um homem público quando se vê achincalhado pelas vias dos maiores instrumentos de reverberação popular, compreende, por mais ignorante e despreparado que seja, que não pode estar agradando. Pior que se trata de uma equação cujos termos não guardam nenhuma correlação com seus valores absolutos, ou traduzindo, suas 60 milhões de possibilidades de garantia de um conjunto verdade.
Pois bem, como os olhos, janelas da alma, que nos permitem filosofar a respeito da sua função, possibilidade que se transforma em matéria prima para tantas artes, como a poesia que é capaz de ampliar definições e conseqüências, estabelecendo diferenças entre ver e olhar, é possível também transportar tal analogia para os nossos ouvidos.
O episódio da vaia e as desculpas de Lula ampliaram-me esta interpretação. Acredito que haja uma significativa diferença entre escutar e ouvir.
Se ele tem um ouvido, digamos menor, que utiliza para ouvir a vaia e outro maior para ouvir os aplausos, deveria ao menos ouvir Deus...
Só um governo autoritário pode pensar que só vai receber aplausos. É preciso lembrar que no Brasil vivemos sob a égide do Estado de direito e que segmentos da sociedade podem e têm se expressado de maneira espontânea. Só o totalitário não aceita isto.
O que a gente não acha na internet?
Descobri o e-mail do Lula: infoap@planalto.gov.br. Fiquei pensando no que deu origem ao tal "infoap". Nada descobri, mas uma provável hipótese é que seja uma sigla, por exemplo, da expressão: "inácio fatídico oficial albardeiro da pátria". Se não servir para nada, presta para gravar o e-mail. Que tal a gente começar a colaborar para "explodir" a caixa de entrada do infoap? Já decidi: passarei a mandar uns posts pra ele ler. Um dia publicarei a resposta.
Ah, quer saber o que seja "albardeiro"? O Aurélio explica:
Adj.
2. Diz-se de indivíduo que trabalha mal, sem cuidado ou sem habilidade.
3. P. ext. Diz-se de indivíduo trapalhão; abaldeirado, abaldeiro.
4. P. ext. Mentiroso, enganador.
S. m.
6. Deprec. Indivíduo que trabalha mal.
Lembrando que "albarda", em sentido figurado, significa "vexame".
Aqui tem uma notícia reveladora que "ele responde as mensagens". Acredita?
Tira a pedra do caminho
Serve mais um vinho
Bota vento no moinho
Bota pra correr
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Bota lenha na fornalha
Põe fogo na palha
Bota fogo na batalha
Bota pra ferver
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara